A Lua Hoje

•janeiro 30, 2010 • 1 Comentário

Você já viu a Lua hoje?
Oh meu amor como queria te mostrar
Você já viu o Luar de hoje?
Como queria eu contigo apreciar…
Minha princesa, oh bela dama de tão formosas formas
Tão magnífica que em lembrar-te minh’alma chora
Um paraíso tão propenso a enamorar

Você já viu a Lua hoje?
Pois se não viu cá estou p’ra te descrever
Você já viu o Brilho de hoje?
Era tão esbelto que parecia até você…
Estava tão cheia, que me lembrava de como és então tu
Simples e viva, sem mal e frieza algum
Meu paraíso, meu recanto de prazer

A Lua hoje, oh meu amor ela estava tão singela
Ela estava tão calma
Tão mágica
A Lua hoje, oh meu amor estava só te esperando
Sinto inveja: ela estava te cantando!
A espreita pra receber teu olhar…

A Lua hoje, estava com ciumes de mim
Com aquele amarelo de beleza sempre afim
Afim de poder tocar-te o rosto a beijos.
A Lua hoje, oh meu amor, só parecia devaneio
Ela chorava e chorava sem espelho
Pra refletir suas lágrimas pelo mar…

Você já viu a Lua hoje, oh minha amada?
A Lua hoje era a própria divindade
Mostrando paz para toda a mocidade
E conforto para a maioridade

Só, que a Lua hoje, por mais que cheia de amor
Não seria nada perto de todo o calor
Que vem a mim ao lembrar-te o esplendor

A Lua hoje não foi nada
A Lua hoje não é nada
Enquanto em Terra viver você…


Continue lendo ‘A Lua Hoje’

Palavras que caem

•janeiro 19, 2010 • Deixe um comentário

Palavras que caem pelas páginas
Palavras que sentem orar
Fluindo por entre minha cabeça, palavras que tardam a passar

Palavras por onde não vejo
Palavras tais quais eu insisto
Dizendo que sinto, dizendo baixinho, palavras que mexem comigo

Palavras soltas na multidão
Palavras com ar de tentação
Palavras cansadas, tão ditas mal pagas
Não livram-me essa sensação!

Sempre usei palavras como apoio
Agora, só as sinto como peso no comboio
Na embarcação de minha vida
Só deixam mais estranha a minha biografia!

Palavras, o que fazer?
Digam-me o que dizer
Palavras que caem por boca insana
Acalmem meus lábios que os dela chama
Fazei-me sentir. Fazei-me sorrir. Fazei-me falar…

Palavras…
…que tocam minha língua.
Mostrem para Dona desta tão breve cantiga
Quão tanto quero ter Sua alma rente a minha
Quão tanto quero que a Perfeição seja eterna!


Continue lendo ‘Palavras que caem’

Perfeição

•janeiro 6, 2010 • Deixe um comentário

Venho aqui pra cantar, e mais, a entoar
estes meus versos teus…
Venho pra não desgastar, a imaginação
que D’us ‘gora me deu
Olho para a notite bela, pura e singela
como teu coração
Sinto a saudade eterna, quase me congela
essa estranha paixão…

Tudo aconteceu tão cedo, me foi tão ligeiro
o apaixonar
Tudo que tinha era anseio, uma mera vontade
de teus olhos olhar
Olho para os velhos livros, e o que encontro
é a mais bela sinfonia
Sinto o mundo parando, eu me admirando
que estranha alegria…

Foi que nós nos conhecemos, que nós conversamos
como se já tivéssemos
Foi que nós então caminhamos, e só em caminhar
eu já te conhecia
Olho para tua aura, tão calma e calma
que me sinto calmo
Sinto o coração cansando e o suor pesando
mais que mil estacas…

Depois houve outro encontro, mais singelo e belo
mais aconchegante
Depois de me olhares como, não olhaste antes
e ainda assim sorriste
Olho para teus cabelos e então anseio
sentir o perfume
Sinto amarras imensas e pernas tão tensas
só pelo teu perfume…

Na, terceira vez, estavas tão linda…
Na, terceira vez, era realmente anjo…
Na, terceira vez, eu já era totalmente seu…
Eu já não aguentava
Já não me segurava
Não podia mais sobreviver à tua companhia sem os beijos teus…

Na, terceira vez, eu resolvi arriscar…
Na, terceira vez, tinha que perguntar…
Na, terceira vez, havia decidido…
Eu tinha que saber
Se entre eu e você
Existia algo mais que apenas grande amizade…

Quão sublime aquele momento foi
nem mesmo poderia Confúcio dizer
Quão perfeito foi aquele “sim”
nem mesmo Zeus poderia entender
E em solo sagrado os teus beijos chegaram a mim
Em um mundo tão abnegado nossos abraços pareciam sem fim

E agora? Que existe além de perfeição?
E agora, que existe além de ti então?
Não existe nada mais que tua mão
mais macio que teus lábios, não
existe nada além de tua voz…

Não,

Não existe vento sem o teu falar
Não existe Lua sem o teu olhar
Não persiste dor se persistir teu amar…

Só existe a ti.
Só existe perfeição.


Continue lendo ‘Perfeição’

Feliz ano novo! (2010)

•janeiro 4, 2010 • 2 Comentários

É… é bem complicado escrever estes posts de final de ano/início de ano. Complicado porque não passa de uma grande especulação. Ano passado, eu coloquei meus votos, meus desejos, minhas sinceras mensagens. Roguei para que o ano fosse o mais maravilhoso de todos, o mais ilumidado e mais bonito. Não sei quanto a vocês, mas para mim não foi.

A mim, 2009 marcou um período de terríveis problemas. Problemas com relação aos outros, a mim, e as coisas que fazia. Marcou muita decepção, e poucos momenos felizes. Muita loucura e pouca calmaria. Muita insanidade e pouca bebida pra compensar tudo isso… Foi isso, 2009 foi o cão! Definitivamente!

Mas, aí que está a grande incongruência: para mim, 2010 começou bem! Começou mais do que bem! Começou perfeito! Esse ano novo teve um gostinho de saudade, misturado à nostalgia dos poucos fentosegundos que se passaram, e uma pitadinha de quero mais. Se 2009 teve um começo pacato e simples, 2010 teve grandiosidade. Se 2009 começou com pouco tempo para descanso e paz, 2010 está começando com muito tempo para se recarregar a bateria, para se apreciar novos amores, e para se preparar para estudos(um pouco apenas, como bem é de se esperar de mim).

Eu posso ter passado 2009 inteiro reclamando de minha má sorte, de minha má disciplina, e de meus erros. Posso ter deixado o Poéticas calmo e praticamente abandonado. Posso ter passado muito tempo longe da familia, e aprendido a contragosto a me distânciar dos amigos, também. Mas, ele foi importante. Pois se não fosse o ano que foi, 2010 não teria começado do jeito que começou. Se 2009 não fosse tão inóspito, 2010 não iniciaria tão docemente e tão suave quanto está sendo. A bem verdade, é que as Leis universais não deixam a balança desequilibrada…

Sendo assim, nada de tristezas. Nada de rancores. Não é especulação dizer que 2010 vai ser um ano maravilhoso, porque, mesmo que seja um ano difícil, será maravilhoso. Será um ano que fará com que 2011 venha com um gostinho de quero mais, assim como está sendo esse 2010 pra mim. No fim, o que a gente deve sempre fazer, é dar seus melhores votos. Esperar, e se dedicar, para que eles aconteçam, e viver.

Que para todos vocês, 2010 seja um ano maravilhoso. Seja cheio de paz e virtudes; ou, terrível, cheio de lutas e provações. Ainda assim, um ano maravilhoso….

É o que desejo a todos vocês, meus caros e queridos leitores ocultos…
Um abraço,

K Stênio

Sonata

•dezembro 3, 2009 • Deixe um comentário

Tocam-se as notas suavemente
Pertinentes nesse mundo premente
Sem predileção por gente
Que vive a procura de emoções ou tristezas discentes.

As pertinências de cada acorde
Trombam com os bufares cheios de morte
E nas reticências de frases sem cortes
O tocador acalenta-se no banco sem suporte.

Para cada singelo ressoar de indutância
No meio de tantos rostos sem significância
Se perguntam os ouvintes “de onde vem tanta exuberância?”
De onde surge tamanha alvura em tão jovem infância.

E agora não mais tão calmos
Não tão esparsos, corações não alvos
Eles seguem sua melodia em melodramas esparsos
Lagartos em meio ao espetáculo dos horrores, descalços.

Seja suave ou medido em Jaule
Não importando se é cidreira ou apenas malte
Perante as singelas vísceras do descarte
Os viajantes da música chegam finalmente em Marte.

Lá o escarlate fica mais vermelho
O fogo vira então centeio
E tudo o que se vê deixa de ser devaneio
E tudo o que se grita deixa de ser desespero.

Por fim, a sonata tocante
Termina então como coração berrante
De fogos de artifícios quase que gestantes
De dois seres impuros quase que amantes.

Continue lendo ‘Sonata’

Entoa-me

•dezembro 3, 2009 • Deixe um comentário

Você
Fluente em português
Fala inglês e francês
Aspirante a latim…

Eu
Verso inacabado
Coração desgarrado
Vil métrica sem fim…

Fui criado na aurora
Dos amantes sem hora
Pra poderem se amar.

E perdido entre as toras
Dessas tênues amoras
Sem nada a degustar.

Cada estrofe foi criada
Por você minha amada
Pra você entoar

E você, não me canta!
Desarruma e descamba!
Não me deixas livrar!

Se criaste partitura
Pra que deixar na penumbra?
Essa criação que só te ama…
Essa criação que por ti só desanda?

Entoa-me,
linda
Dona das vozes mais finas
Que qualquer mulher nessa vida
Imaginou sequer dia
Ter o dom de escutar.

Continue lendo ‘Entoa-me’

Soneto para Ti Valegrar

•novembro 20, 2009 • Deixe um comentário

Me pedindo adjetivo, procuro
Palavras mil de tantos olhos vis.
Me pedindo adjetivo, te falo
Palavras belas, cantadas, amadas.

Envolvo-me na busca insanamente
Como Homero perseguia Odisseu.
No reino da mídia tento adentrar
Apenas em vão. Com vazias mãos.

Por que os dicionários não definem
a medida clara dos elogios?
Só por serem ferramentas? Insentem?

A verdade nua e viva é que não
existe amor, adjetivo que
te encaixe melhor do que “você”


Continue lendo ‘Soneto para Ti Valegrar’