…mas quero que saibas

Posted Junho 26, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

Quero que saibas que meu desejo não é realizar
Os teus desejos loucamente como insano.
Quero que saibas que meu desejo é realizar
Qualquer coisa que trouxesse futuro a nossos planos…

Quero que saibas que não estou aqui só pra enfeitar
Mais que isso, estou apenas pra auxiliar.
E mais ainda, eu estou para ser ajudado
Pois o recíproco deve valer e ser sempre respeitado.

Quero que saibas que meus pensamentos não só de glórias
Que eu penso nos problemas e derrotas
Tenho certeza que fácil jamais será,
Mas como queria poder ao menos tentar…

Quero que saibas como quero fazer-te ouvir
Todos os poemas que todos dias crio em mim.
Nascem sempre cada vez que o teu nome vem me a mente
Mas morrem sempre pois não têm a ti pra ouvir…
E sendo assim o amor cansa
E mais ainda me alcança
O desejo de desistir de tudo…
O desejo de desistir do mundo…

Quero que saibas que eu morro de vontade
De momentos tolos. Intelectuais. Sexuais.
Que sim, eu penso como tudo poderia…
Mas fazer o que, oh minha vida, afinal será que seria?
O quanto você realmente gosta de mim?
O quanto você pensa nessa situação?
Será que não é pena, amizade, compaixão?
Nada mais do que uma simples ilusão?

Quero que saibas que sofro com a dor!
Seja a minha! Ou a tua! Oh meu Senhor!
Quero que saibas minha querida, e que mais saibas, sim querida
Que me matava só para ter teu amor…

Mas, também…
Quero que saibas que jamais eu mudaria.
Personalidade ainda permaneceria:
O ciúme continuaria igual.
Os assuntos continuariam iguais.
As piadas tolas continuariam iguais.
As brigas tolas continuariam iguais.
O companheirismo continuaria igual,
E até mesmo o altruísmo continuaria igual…

E além…
Quero que saibas que em muito mudaria.
Muitas coisas novas eu acrescentaria:
A atenção em tudo mudaria total.
O carinho que possuo mudaria total.
Os beijos mudariam total.
Os abraços mudariam total.
O estilo de amor mudaria total,
Incluindo o tipo de dor que também mudaria total…

Quero que saibas que nunca pensei em te idolatrar
Você não é anjo, não é santa… não é ideal.
Você é mulher, com vantagens, com defeitos
Igual como sou homem, com vantagens, com defeitos…
Igual como somos humanos!
Com vantagens!
Com defeitos!
Mas com a capacidade De Amar…

Quero que saibas… que tudo o que queria…
É que você chegasse, e me dissesse “sim”…
Mas também quero que saibas… que eu sei que isso é sonho…
E é por isso, só por isso, que meus olhos são tão tristonhos…
Porque tenho certeza
Do real
Do irreal
Porque a tenho certeza de que só virá o “não”
E é por isso… só por isso… que tranquei…

meu coração…


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Você não sabe…

Posted Junho 24, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

Você não sabe, meu amor, você não sabe…
Você não sabe como pesa-me pensar…
Você não sabe, meu amor, não imaginas, meu amor
Você não pensa, nem sequer ao menos tenta.

Você não sabe meu amor, você… não sabe…
Você não sabe como é minha vida de apaixonado.
Você não sabe, oh querida, não imaginas, oh querida
Você não nota, nem sequer, a minha vida.

Você não sabe como é te acompanhar…
E ver veemente sobre outros homens falar…
Você não sabe quão grande é tristeza
Infinita, e com a certeza, de que nada ocorrerá…
E enquanto isso você pede amizade
E pelo tanto que te gosto, só retribuo o amor
E pelas horas que passas tu comigo
Tratando com calor
Tocando com ardor
Para no fim congelar minha estrela cadente…

Voce não sabe, meu amor… você não sabe…
O quanto dói me só olhar-te a distância.
Você não sabe meu amor, você não sabe quanta dor
Eu vou guardando, somente aqui, sem esperança…

Você não sabe, como é que eu aguento,
E muito menos como é que me sustento.
Quando levanto, eu acordo por você
Vou agindo, sempre e sempre, só querendo a ti ver…
Cada um dos pensamentos são devotos aos olhos teus
Enamorados pelo perfume que Deus te deu…

E enquanto isso, lá longe estais tu,
Agindo como se eu fosse só mais um.
E enquanto isso, vou sofrento!
E enquanto isso, em tormento!
Sem lembrar de ao menos um pensamento em paz…

Você… não sabe… meu amor… você não sabe…
Quão grande é a dor que’ssa saudade louca me implica…
Mas pior mais, ainda mais, e outra dor q’qui se faz
Ao recordar que mesmo perto, abraçando teu coração,
Nunca irei, sequer tocar, a porta de tua mansão
Pois o recíproco não existe não não não…

Você não sabe, meu amor…

mas agora já deves saber…

Que a distância que nasceu, não foi meramente sem querer…
Você já sabe, que fui eu quem fechou a nossa porta
Quem a trancou, e por fim jogou a chave fora…

Você já sabe… Que se tiver que eu escolher…
Escolho infinita saudade vez infinita dor.

Pois estar ao teu lado; e não estar
É como viver; e não viver
É como ser… e não saber…

Você não sabe,

meu amor…

A minha

dor…


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Depressão

Posted Junho 5, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

Já se passaram anos
E continuam passando

Esse maldito lugar a nada me leva,
a nada inspira
a nada aspira

Os problemas de uma mente sem descanso
Trazem, aos poucos, mais e mais e mais
O pranto

Esse, por sua vez, causado pelas casualidades inexistenciais, anuncia:
“Mais virá! Virá mais!”
Esse… meu caro ser tolo tolo bobo, é só o começo de suas pertubações.
Você sabia, você sabe,
que esse lugar não lh’é propício…

Vindo então de longe, realidades se misturam ao irreal
E de todo esse mar de insanidades, tal qual aurora boreal
Se abre, só pra me deixar admirar.
Passar é proibído. Ainda falta muito para isso…

Aos poucos, tudo o que é amado vai
E o último que lhe resta: fica; mas fica sem vida.
Fica, sim, mas tão triste quanto tu.
Ajuda, se é que antes recebias, agora é requisitada.

Não resta mais nada pra fazer…
Não resta mais nada além de acreditar em dias melhores…

Não resta mais nada além de gritar
Espernear
Suicídar

Só sobrou você
E essa maldita Depressão…


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Simplesmente perceber

Posted Junho 1, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

Como poderia eu,
Me apaixonar por ti e nao te admirar?
Como poderia eu,
Sussurrar todas as noites ao te lembrar?
Como poderia eu, meu anjo, gostar-te tem saber,
Em plenitude, quem realmente é você…

Diga-me como poderia,
Ficar em tua companhia sem ela amar?
Diga-me se nao perceberias,
Se eu visse só o externo e nada mais olhar?
Diga-me sim, meu anjo, se tudo que’u fazia não era pra valer
E então me diga, se eu não me importava com você…

Se eu tivesse o poder, de controlar meu coração
Ainda assim não sei se desistiria da paixão.
Pois em todos meus suspiros, risos, diversão
Eras tu quem me dava
Inspiração…

Os meus versos são mais lindos quando sofro por você, eu sei
Mas não sou tão romântico ao ponto de só querer sofrer:
O que queria, e esperava, era uma chance de dizer
Quão infinito… Eu gosto…
De você…

Só por isso, pude esperar
Só por isso, pude aguentar
A responsabilidade de nossa amizade
Mas, apesar de toda impacialidade, descobri:
Não há dor que compre felicidade

Se aconteceu de tornamo-nos distantes
Te pesso que perdoe esse ser andante
Pelos pecados aqui cometidos.
Pela hora em que não mais consegui me conter.

Sei que não posso só pedir desculpas,
Poi são frias, sujas, sem nada acrescentar
Sei que não posso só dizer lamúrias,
Pois, imagine o que, de mim irias pensar
Sei que não posso dizer, meu anjo, que eu amo você,
Mas sei que posso, que eu gosto de você

Eu sei que eu posso dizer…
Que conheço você
Assim, como podes me dizer
“Também conheço você…”

Assim, então meu anjo…
Não me compare com o resto, que só olha o que o resto olha…
Diferente de mim, que
realmente

você…

São Carlos, 30/05/2009
14h25min


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Nostalgia do Impossível

Posted Abril 21, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

O que estou fazendo
Todo esse tempo
Além de só me importar?
Nada do que penso, acima do que vejo
Nada pode me mudar…

Mas que podia, fazer de vida
Sem olhar pra essa paizagem
Se só choro sofro, se só penso, morro
Nada pode me mudar…

Vim aos poucos, andando até aqui,
Caindo, levantando, até esvair
Todo o sofrimento passado a passar em minha face
Como uma parte de mim

E então dia, qualquer sem perceber, sem merecer aquele segundo
Olhei para mim mesmo
Procurando por novos caminhos, novos destinos
Longe de tudo que me lembrasse…

Percebi que o mundo escoa
Por um fluxo de dor semeadora
De emoções inexistentes, pecados incandecentes.

Nada mais que penso merece lágrima
Merece tristeza
Merece minha incerteza…
- Um labirinto de incertezas…

E’ntão vivendo, vou sabendo,
Se realmente vivo só para você me ouvir
Ouvires as palavras, que pra mim são como espadas
Fincadas em meus órgãos…
E’ntão morrendo, eu vou tecendo,
Os fios de minha própria dor
Se é isso só que quero: tristeza, convívio e não-esmero
Com alguém que nunca está aqui…

Nostalgia sinto, do impossível
Do perdido nunca tido
De ti aqui
E então me pergunto: qual futuro,
Que essa nostalgia me dará?


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Sem Porquê

Posted Abril 3, 2009 by K Stênio
Categories: Poemas

As vezes tudo o que eu quero
É um pouco de descanso, um pouco de paz
Sem mesmo um momento singelo
Nada dá-me tanto mais do que me faz
E o que? Seria?
Apenas mais esse dia infeliz…

As vezes sei que eu espero
Mais do que deveria, querendo só mais
Mas do que poderia sem essa euforia
Outro pensamento, que só pensa “mas”
E por quê? E por quê?
Tudo deixa de acontecer….
E por quê? Sem porquê…
Tudo volt’acontecer….

Eu.
Me olho em teus olhos e vejo apenas escuridão
Não imagino um sequer momento sem ter depressão
Maldição.
E.
Por mais que eu pare, e me arraste pelos raios de becos daqui
Sem ninguém me olhando, gritando, cantando
Deixo de surgir.

Sem medo de mais nada, sem mesmo minha alma,
Saí a vagar.
E vagando entre planos, mares e prantos, cansado de admirar
O que mais as pessoas temem viver, é a indiferença vã.
Seja amado, odiado, lembrado, pensado, “só não esqueça de mim não”

E por quê? Sem porquê…
É preciso relembrar?
Sem saber. Sem entender…
Como posso te achar?
E te lembras? E te tentas?
A de novo me achar…
E por quê? E por quê?
Não consigo te deixar…

Não consigo te deixar
Não consigo te deixar
Não consigo te deixar

Longe do coração…


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Ensaio sobre o cavalheirismo

Posted Março 23, 2009 by K Stênio
Categories: Crônicas

Primeiramente, venho a dizer que este texto tende a ser grande, mas não tanto quanto outros já escritos aqui no Poéticas. Para aqueles que não estão com paciência e buscam meras palavras, mas não querem cansar a vista e a mente em leitura: pare. Assunto de tal magnitude não pode ser tratado como os escritos que comumente escrevo: em versos. Deve, sim, ser tratado em forma de prosa, conversa, briga e histeria. Tratado como algo que necessita de tratamento especial, sem necessidade de metricas, rimas, ou até mesmo verso livre. Um assunto a ser tratado em crônica.

Nessa pequena obra, venho a indagar essas grandes e conflitantes idéias no que concerne a dois conceitos rasoávelmente próximos e obscuramente distintos. O primeiro é o romantismo, mas sem muita importância, posto que muitos já falam sobre ele. O segundo, nosso tema mor, é o cavalheirismo.
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