Ensaio sobre as Emoções, vistas de um ponto de vista Matemático

•Outubro 29, 2009 • 1 Comentário

Entre três livros, quieto, com sono, e esperando com esmero por companhia, pus-me a ler. O primeiro, de toral e completa sinfonia matemática, me fez somente ter vontade de ler o terceiro(o segundo, nem mesmo matemática concisa possuía: só mesmo a “matemágica” tão “bem” empregada por engenheiros).
Pois bem, faltavam poucas páginas para terminar, cerca de vinte, e me coloquei a eliminar essa missão(logicamente, livrar-me-ia do sono ao fazê-lo). O livro, que em suma, contava fatos acerca da vida de um ser sem razão, significados ou escrúpulos. Entre esse, encontro uma frase que, por sua simplória arquitetura e grandiosa fundição me cativou. A frase dizia “As emoções não apreciam ordem fixa”, e fiquei pensando…
“As emoções não apreciam ordem fixa” vai muito além do que a frívola fuga do criador da oração de sua vida miserável. As emoções chegam a dar a volta ao mundo(e deram!) se preciso, se considerado necessário.
Aqueles que conhecem-me do dia-a-dia, e que, logicamente, não sabem em nada sobre que penso, podem inferir negativamente em toda a malha filosófica que teço para começar a explicar(ou desexplicar) a incapacidade de ordem nas emoções. Já aos que me conhecem dos escritos, ou aos raros amigos(creio que todos não devam discordar que é raro se ter amigos, posto que as consequências implícitas por se ter uma real relação de amizade são tenebrosas), imagino que me entendam muito bem… Continue lendo ‘Ensaio sobre as Emoções, vistas de um ponto de vista Matemático’

Mudando o visual, apresentando o novo projeto, e dando um descanso temporário…

•Outubro 15, 2009 • Deixe um comentário

Olá meus caros!

Bom, ultimamente eu estou sem inspiração alguma. Mesmo, de verdade… nao sai NADA! Ai, ora, o que fazer? Deixar o Poéticas morto, e seus pouquissímos(e razoavelmente assíduos) leitores pensando que desencanei dele? Definitivamente não.
Fiz então uma mudada no visual… A imagem e o tema antigo realmente estão a tanto tempo que praticamente viraram a cara do Poéticas, mas quando em vez enjoa. Resolvi deixar o mesmo estilo que coloquei no fim do ano passado, pra comemoração, e agora talvez esse visual fique um pouco mais por aqui…

O novo projeto, é algo que queria fazer faz muito tempo… que é o Poéticas 2. Ora, o que seria isso? Seria simplesmente o Poéticas que você(ou “ês”) conhece, mas com os escritos em inglês. E ai, que acham? Diferente uma pessoa ter dois blogs com exatamente o mesmo conteúdo, mas em idiomas diferentes? Bom… eu particularmente não só achei diferente, como adorei a idéia. É algo único, talvez, e para quem chegou a gostar de alguns dos poemas aqui escritos, deve ser bacana vê-los em outro idioma(não? espero que sim…).

Claro que, chegar a deixar ambos equiparados vai ser um trabalho DOS INFERNOS, posto que não sou bom o bastante em inglês pra sair traduzindo tudo de boa, e não dá pra jogar em um programa tradutor e cuspir no outro site. Além de ser um trabalho porco e nojento, que raios vão pensar os possíveis gringos que possivelmente lerão alguma coisa minha?
Traduzir esses poemas vão me dar um trabalho terrível porque não basta traduzir. Vou ter que adaptar, tentar manter a sonoridade de cada poema, e quem sabe alterar as rimas de modo a manter o mesmo sentido… Sacou porque vai ser foda? Pois é…

E não vo abandonar esse aqui. Quando não tiver afim de trabalhar no Poéticas 2, e com inspiração, posto alguma coisinha aqui, vo levando… Quem sabe não vem inspiração pra escrever algo em inglês, e eu venha fazer o caminho inverso? Mandar pro idioma do Pelé? “Infinitas idéias, infinitas possibilidades…”

Então, é isso meus caros. Só joguei esse post aqui pra dar uma explicaçãozinha sobre o eventual sumiço de novos poemas.

Ah! E é claro, vejam o Poéticas 2! :mrgreen:
http://poeticas2.wordpress.com/

Cai

•Setembro 22, 2009 • 1 Comentário

Cai a bela noite, outro dia mais vivido, vem a paz do luar…
Cai o lindo véu, de teu sorriso mais sofrido
De teus amores mais queridos
De tuas paixões jamais vividas
De tuas tristezas mais ouvidas…

Cai o meu sonhar, o meu pesar de sensatez
Vem a mim ó mãe de tenra paz outra mais vez
Olha me nos olhos, faça-me pensar
Como posso eu, só te olhar, sem a ti amar?

Não, não quero mais nada. Jamais pensei em cansar…
Não, ó lábios meus, não digam mais injúrias(por amor Deus)
Só então conjure não solidão
Seja agouro à não paixão…

Vou passando por essa rua,
Tão infeliz, não suja, imunda.
E tudo mais, me faz pensar quão tolo sou
Perdi única chance,
talvez única chance
Minha única chance
de te fazer a mim amar…

Se eu pudesse… atirado estaria aos teus pés…
Se tu quisesse… poderias me fazer tua ralé…
Eu jogaria todos os jogos sem saber nenhuma regra
Eu venceria todos os outros só pra ter a tua trégua
Eu não seria outra vez tolo para não pedir a tua mão…

Será?
Minhas palavras vão fazer-se ouvir?
Será?
Não fraquejarei quando junto a ti?
Será?
Que proferirás um sim?
Será?
Que os teus beijos chegarão a mim?

Será?
Esses nuances vão evaporar?
Será?
Todos os montes hão de desabar?
Será?
Que teus abraços voltarão a ser meus?
Será?
Que haverá de novo tu e eu?

Cai, então os olhos,
P’rá não que dizer que caem lágrimas
Caem, os meus não sóbrios
Os pensamentos que boca amarga
Cai toda a máscara, que preparei por tantos anos
Pra só você chegar sem pressa, e então jogar pela janela…
Pra só você chegar a ver quem realmente mesmo sou…

Cai, anjo, junto aqui…
Cai, e ao levantares, leva a mim…
Cai, e vê se tira-me logo daqui!

Seja mais do que qualquer ser já foi.
Seja a minha namorada.


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Matemática

•Setembro 3, 2009 • 1 Comentário

Creio que tentei de tudo, pra poder me declarar
Já tentei ser bom, já tentei ser grosso
Já tentei ser indiferente, já tentei ser carinhoso
Mas, se de modo algum você consegue me entender
Então que seja, vou tentar por matemática descrever

Falo isso porque meus olhos não cansam
Como que obrigados a olhar ao gradiente
Te seguem como se o fluxo do mundo fosse tu
Terrivelmente tristes por não serem como qualquer vetor

Faço que posso para descomplicar
Mas por mais que tente
Tudo em que consigo pensar é em coisas ordinárias
Vejo que todos os processos que faço simplesmente seguem o menor caminho
Mas nem mesmo diferenciais em coordenadas generalizadas
Ajudam-me a resolver o problema dessa tristeza integral

O que sinto é muito mais…
E tal qual equação em n dimensões
Te imagino em mais que n
Porque R¹, R², R³ é muito pouco
Para provar por u+v que você tem dimensão infinita…
Imagino sim, na complexidade da álgebra aflita
Como você é perfeita em qualquer espaço

Será que pra você sou um ponto?
Talvez, emitindo alguma coisa, divergindo hermeticamente da origem?
Ou será que sou apenas o movimento aleatório de fluxos contidos
Resolvido com teoremas “simples” e sucintos?
Seja como for… me sinto como um vórtex
Que suga toda a frieza do espaço:
Um rotacional inimaginável…

E não adianta provar por axiomas
Se nem pela teoria te encantas
De que adianta a soma, a multiplicação, a ordem
Se teu corpo não tem ordem
Se tua mente é complexa demais
(talvez seja isso que sejamos: complexos conjugados separados!)
Por mais que o conjunto amizade tenha tamanho incalculável
O conjunto amor tem medida nula:
Some quantos retângulos quiseres
E acharás área insignificante a um ε

Por ti, me perco todos os dias
Fujo desse mundo tão rápido que nem correções lorentzianas bastariam
Para encontrar minha localização
Como é possível?
Veja bem: se cada momento longe do teu perfume me deixa enfermo
Tal que afeto que sinto, tão matemático insisto, que por “função” descrevo
Quando a proximidade vai a zero, a velocidade de minha fuga
Vai a infinito
(e que se dane a luz!)

Mas se já amas, enfim, que faço
Além de contentar-me com conversas e abraços?

Não há mais transformações disponíveis
Não há mais lineares que existem
Para te trazer ao meu humilde espaço


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Palavras e Atos

•Setembro 1, 2009 • Deixe um comentário

Não se expressa o que se sente somente com palavras
Não se fala com palavras “como vai, oh meu amor”

Só os tolos são que acham
Que palavras apenas bastam
Para matar toda a dor

Não se veste diamente para refletir semblante
Sem que haja alguma luz
Não esperas que’u me encante, que eu corra a teu alcance
Se a mim só dá-me a cruz

E o tempo vai passando… Pois os atos não mentem
Comigo sempre a teu lado Apenas existem, mal insentem
Posso usar muitas palavras São pura realidade
Mas prefiro mais vez atos Personificação da verdade

Em palavras… você pode se esconder
Pode mentir, pode dizer; pode fazer, o que não querer
Pode simplesmente ser…

Mas os atos são que ditam
Quão tu fazes o impossível
Pra quem realmente gostas…

E… Agora, que mais fazer
Se nem meus atos têm poder?
Não adianta agora, nem nunca adiantou
Continuar apaixonado, por quem nunca me amou

A amizade
morrendo com a paixão
A distância
se tornando grande então
A morte
levando meu coração

São Carlos, ICMC – USP
27/05/09 13h58min


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Definitivamente, odeio

•Agosto 28, 2009 • Deixe um comentário

Odeio tudo isso!
Definitivamente, odeio tudo o que acontece
O jeito como me olhas, o modo como me adoras
Odeio o caminhar por demais belo
E odeio a demasia de toda essa tua perfeição

Odeio os momentos que me pego pensando em tristezas
Odeio mais ainda os instantes que te encontro em tristeza
Odeio a tristeza, odeio a insensatez

Odeio os mantos escuros que cobrem meus olhos
Mais e mais, odeio quando você me cobre os olhos!
Deixa-me ver o mundo louco em que vivo
Seja menos brilhante, chame menos a minha atenção
Odeio o modo como fico bobo quando vejo você
E odeio quando me lembro que fiz isso de novo, no recanto do lar

Odeio, odeio, Odeio!
Odeio ser tão específico
Odeio gostar de perfeição
Odeio admirar inteligência
Fluência em belos idiomas
Amor por belos livros

Odeio minha incapacidade em esquecer
Odeio minha vital necessidade em ter-te perto
Odeio importar-me tão loucamente
Odeio irritar-me tão facilmente
Odeio meu ciume insano

Odeio
Definitivamente, odeio
Odeio a mim mesmo por amar-te tanto quanto amo-te


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Presente

•Agosto 27, 2009 • 1 Comentário

Todos os anjos vistos
São passados, tão antigos
Cada hora efémera
Uma gota serena de emoção…

Todos os olhares: sentidos
Os pedidos, mais polidos
Um novo verso flamejante
Nova queda: cintilante

Uma paz falsa que acalma…
Uma fria brisa que esquenta…
Uma chama mortal que acalenta…

É a saudade dos teus olhos
É a saudade de tua paz
É a saudade que tua amizade traz…

São Carlos
23/08/09 – 17h50min


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