Cai a bela noite, outro dia mais vivido, vem a paz do luar…
Cai o lindo véu, de teu sorriso mais sofrido
De teus amores mais queridos
De tuas paixões jamais vividas
De tuas tristezas mais ouvidas…
Cai o meu sonhar, o meu pesar de sensatez
Vem a mim ó mãe de tenra paz outra mais vez
Olha me nos olhos, faça-me pensar
Como posso eu, só te olhar, sem a ti amar?
Não, não quero mais nada. Jamais pensei em cansar…
Não, ó lábios meus, não digam mais injúrias(por amor Deus)
Só então conjure não solidão
Seja agouro à não paixão…
Vou passando por essa rua,
Tão infeliz, não suja, imunda.
E tudo mais, me faz pensar quão tolo sou
Perdi única chance,
talvez única chance
Minha única chance
de te fazer a mim amar…
Se eu pudesse… atirado estaria aos teus pés…
Se tu quisesse… poderias me fazer tua ralé…
Eu jogaria todos os jogos sem saber nenhuma regra
Eu venceria todos os outros só pra ter a tua trégua
Eu não seria outra vez tolo para não pedir a tua mão…
Será?
Minhas palavras vão fazer-se ouvir?
Será?
Não fraquejarei quando junto a ti?
Será?
Que proferirás um sim?
Será?
Que os teus beijos chegarão a mim?
Será?
Esses nuances vão evaporar?
Será?
Todos os montes hão de desabar?
Será?
Que teus abraços voltarão a ser meus?
Será?
Que haverá de novo tu e eu?
Cai, então os olhos,
P’rá não que dizer que caem lágrimas
Caem, os meus não sóbrios
Os pensamentos que boca amarga
Cai toda a máscara, que preparei por tantos anos
Pra só você chegar sem pressa, e então jogar pela janela…
Pra só você chegar a ver quem realmente mesmo sou…
Cai, anjo, junto aqui…
Cai, e ao levantares, leva a mim…
Cai, e vê se tira-me logo daqui!
Seja mais do que qualquer ser já foi.
Seja a minha namorada.
–
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