Lago de Sangue

Tudo que temos agora não passa
De um mero e calmo luar…

Tudo o que ficou para trás é apenas
Um tenro pensar…

E agora que vejo… entre tantas nuvens afins
O vermelho por fim,
O amargo sem fim
E o sangue escorrendo de mim.

Só a poça terrena é vista
Mas aos olhos dos mais atentos…
Pode-se enxergar, muito perto encontrar
Um Lago de sangue. Brota.

Dele acabei de submergir
Te deixei la no fundo e então sobrevivi
Mas porque, que então, nada sinto senão
Minha morte agora? Aqui?

Não mais vejo a lua a refletir
Esse calmo e sereno olhar…
Queria mais uma vez conseguir
Até ao fundo nadar e te tocar…

Tarde demais? Pode ser…
Cedo demais? Talvez, também…
A verdade, encerrada, em cada olho, cada estada, cada vento e cantar da tentação

É que não voltei.
Nunca mais voltarei.
A ver-te como ontem então…


Estava fazendo um som em meu violão quando pensei em uma melodia. Diferente do que sempre faço, que é tentar tocá-la e esquece-la para sempre, veio-me uma inspiração pra escrever.
O nome da melodia, Lago de Sangue, também era muito claro…

Não sei até que ponto o poema bate com o som, nem muito menos se há rima, fonética, ou até mesmo poética. Apenas sentei, toquei a música na cabeça, e saí escrevendo feito um louco…

P.s.: Talvez, um dia qualquer, faça outro com um nome parecido. “Rio de Sangue”. Acho que fica mais sonoro…

~ por K Stênio em Agosto 16, 2008.

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