Sem Porquê
As vezes tudo o que eu quero
É um pouco de descanso, um pouco de paz
Sem mesmo um momento singelo
Nada dá-me tanto mais do que me faz
E o que? Seria?
Apenas mais esse dia infeliz…
As vezes sei que eu espero
Mais do que deveria, querendo só mais
Mas do que poderia sem essa euforia
Outro pensamento, que só pensa “mas”
E por quê? E por quê?
Tudo deixa de acontecer….
E por quê? Sem porquê…
Tudo volt’acontecer….
Eu.
Me olho em teus olhos e vejo apenas escuridão
Não imagino um sequer momento sem ter depressão
Maldição.
E.
Por mais que eu pare, e me arraste pelos raios de becos daqui
Sem ninguém me olhando, gritando, cantando
Deixo de surgir.
Sem medo de mais nada, sem mesmo minha alma,
Saí a vagar.
E vagando entre planos, mares e prantos, cansado de admirar
O que mais as pessoas temem viver, é a indiferença vã.
Seja amado, odiado, lembrado, pensado, “só não esqueça de mim não”
E por quê? Sem porquê…
É preciso relembrar?
Sem saber. Sem entender…
Como posso te achar?
E te lembras? E te tentas?
A de novo me achar…
E por quê? E por quê?
Não consigo te deixar…
Não consigo te deixar
Não consigo te deixar
Não consigo te deixar
Longe do coração…
–
Poemas aleatórios em momentos cansativos… E, sim, definitivamente estou cansado…

Deixe uma resposta