Nostalgia do Impossível
O que estou fazendo
Todo esse tempo
Além de só me importar?
Nada do que penso, acima do que vejo
Nada pode me mudar…
Mas que podia, fazer de vida
Sem olhar pra essa paizagem
Se só choro sofro, se só penso, morro
Nada pode me mudar…
Vim aos poucos, andando até aqui,
Caindo, levantando, até esvair
Todo o sofrimento passado a passar em minha face
Como uma parte de mim
E então dia, qualquer sem perceber, sem merecer aquele segundo
Olhei para mim mesmo
Procurando por novos caminhos, novos destinos
Longe de tudo que me lembrasse…
Percebi que o mundo escoa
Por um fluxo de dor semeadora
De emoções inexistentes, pecados incandecentes.
Nada mais que penso merece lágrima
Merece tristeza
Merece minha incerteza…
- Um labirinto de incertezas…
E’ntão vivendo, vou sabendo,
Se realmente vivo só para você me ouvir
Ouvires as palavras, que pra mim são como espadas
Fincadas em meus órgãos…
E’ntão morrendo, eu vou tecendo,
Os fios de minha própria dor
Se é isso só que quero: tristeza, convívio e não-esmero
Com alguém que nunca está aqui…
Nostalgia sinto, do impossível
Do perdido nunca tido
De ti aqui
E então me pergunto: qual futuro,
Que essa nostalgia me dará?
–
Definitivamente, futuro algum…

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