Simplesmente perceber
Como poderia eu,
Me apaixonar por ti e nao te admirar?
Como poderia eu,
Sussurrar todas as noites ao te lembrar?
Como poderia eu, meu anjo, gostar-te tem saber,
Em plenitude, quem realmente é você…
Diga-me como poderia,
Ficar em tua companhia sem ela amar?
Diga-me se nao perceberias,
Se eu visse só o externo e nada mais olhar?
Diga-me sim, meu anjo, se tudo que’u fazia não era pra valer
E então me diga, se eu não me importava com você…
Se eu tivesse o poder, de controlar meu coração
Ainda assim não sei se desistiria da paixão.
Pois em todos meus suspiros, risos, diversão
Eras tu quem me dava
Inspiração…
Os meus versos são mais lindos quando sofro por você, eu sei
Mas não sou tão romântico ao ponto de só querer sofrer:
O que queria, e esperava, era uma chance de dizer
Quão infinito… Eu gosto…
De você…
Só por isso, pude esperar
Só por isso, pude aguentar
A responsabilidade de nossa amizade
Mas, apesar de toda impacialidade, descobri:
Não há dor que compre felicidade
Se aconteceu de tornamo-nos distantes
Te pesso que perdoe esse ser andante
Pelos pecados aqui cometidos.
Pela hora em que não mais consegui me conter.
Sei que não posso só pedir desculpas,
Poi são frias, sujas, sem nada acrescentar
Sei que não posso só dizer lamúrias,
Pois, imagine o que, de mim irias pensar
Sei que não posso dizer, meu anjo, que eu amo você,
Mas sei que posso, que eu gosto de você
Eu sei que eu posso dizer…
Que conheço você
Assim, como podes me dizer
“Também conheço você…”
Assim, então meu anjo…
Não me compare com o resto, que só olha o que o resto olha…
Diferente de mim, que
realmente
vê
você…
14h25min
–
Bom, definitivamente fazia tempo que não colocava nada de novo aqui no Poéticas. Caso é que, a inspiração pra escrever é um dom bizarro: quando não se quer, vêm; quando se quer, vai. Esse foi um desses momentos: de não querer escrever, mas acabou saindo.
(Ou talvez, quem sabe em íntimo, eu realmente quisesse escrever, sem simplesmente perceber…)
Algumas verdades existem independetemente de nossa capacidade de enxergar ou não o quadro todo…

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