Depressão
Já se passaram anos
E continuam passando
Esse maldito lugar a nada me leva,
a nada inspira
a nada aspira
Os problemas de uma mente sem descanso
Trazem, aos poucos, mais e mais e mais
O pranto
Esse, por sua vez, causado pelas casualidades inexistenciais, anuncia:
“Mais virá! Virá mais!”
Esse… meu caro ser tolo tolo bobo, é só o começo de suas pertubações.
Você sabia, você sabe,
que esse lugar não lh’é propício…
Vindo então de longe, realidades se misturam ao irreal
E de todo esse mar de insanidades, tal qual aurora boreal
Se abre, só pra me deixar admirar.
Passar é proibído. Ainda falta muito para isso…
Aos poucos, tudo o que é amado vai
E o último que lhe resta: fica; mas fica sem vida.
Fica, sim, mas tão triste quanto tu.
Ajuda, se é que antes recebias, agora é requisitada.
Não resta mais nada pra fazer…
Não resta mais nada além de acreditar em dias melhores…
Não resta mais nada além de gritar
Espernear
Suicídar
Só sobrou você
E essa maldita Depressão…
–
Talvez, mata-tá ajude.
Mas será que é possível matar o que nem sequer morto está?

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