Você não sabe…
Você não sabe, meu amor, você não sabe…
Você não sabe como pesa-me pensar…
Você não sabe, meu amor, não imaginas, meu amor
Você não pensa, nem sequer ao menos tenta.
Você não sabe meu amor, você… não sabe…
Você não sabe como é minha vida de apaixonado.
Você não sabe, oh querida, não imaginas, oh querida
Você não nota, nem sequer, a minha vida.
Você não sabe como é te acompanhar…
E ver veemente sobre outros homens falar…
Você não sabe quão grande é tristeza
Infinita, e com a certeza, de que nada ocorrerá…
E enquanto isso você pede amizade
E pelo tanto que te gosto, só retribuo o amor
E pelas horas que passas tu comigo
Tratando com calor
Tocando com ardor
Para no fim congelar minha estrela cadente…
Voce não sabe, meu amor… você não sabe…
O quanto dói me só olhar-te a distância.
Você não sabe meu amor, você não sabe quanta dor
Eu vou guardando, somente aqui, sem esperança…
Você não sabe, como é que eu aguento,
E muito menos como é que me sustento.
Quando levanto, eu acordo por você
Vou agindo, sempre e sempre, só querendo a ti ver…
Cada um dos pensamentos são devotos aos olhos teus
Enamorados pelo perfume que Deus te deu…
E enquanto isso, lá longe estais tu,
Agindo como se eu fosse só mais um.
E enquanto isso, vou sofrento!
E enquanto isso, em tormento!
Sem lembrar de ao menos um pensamento em paz…
Você… não sabe… meu amor… você não sabe…
Quão grande é a dor que’ssa saudade louca me implica…
Mas pior mais, ainda mais, e outra dor q’qui se faz
Ao recordar que mesmo perto, abraçando teu coração,
Nunca irei, sequer tocar, a porta de tua mansão
Pois o recíproco não existe não não não…
Você não sabe, meu amor…
Que a distância que nasceu, não foi meramente sem querer…
Você já sabe, que fui eu quem fechou a nossa porta
Quem a trancou, e por fim jogou a chave fora…
Você já sabe… Que se tiver que eu escolher…
Escolho infinita saudade vez infinita dor.
Pois estar ao teu lado; e não estar
É como viver; e não viver
É como ser… e não saber…
Você não sabe,
A minha
–
Esse foi um daqueles em que eu estava na paz, comendo, pensando em nada, e de repente me veio aquela necessidade louca de “preciso de um computador”.
O que escrevi mentalmente ficou melhor, mas infelizmente não fui capaz o bastante pra reproduzir: mesmo tendo deixado o poema privado por um tempo, ainda assim não consigo terminar…
Enfim, vai ficar assim mesmo… Ponto final.

Amei este poema!
Isabel disse isso em Junho 25, 2009 às 8:29 am |
Ah, que bom então!
K Stênio disse isso em Junho 26, 2009 às 8:48 pm |