Para Viver Com Amor

18 03 2011

Para viver com amor será preciso
doar-se além do véu da própria essência
e desdobrar-se acima da inclemência
do coração que se cobriu de siso.

Para viver com amor não basta o riso
ou mesmo o pranto que anuncia a ausência.
Viver com amor não vem de penitência
e nem da mágoa do peito indiviso.

Para viver com amor tão fortemente
um não querer-se torna-se premente
e bem assim alguém querer co’ardor.

Eu vejo então, numa aflição crescente,
quão poucos há que, em meio a tanta gente,
estejam prontos para viver com amor…


Bom, esse poema poderia ser um plágio. Não é por alguns motivos: 1º, eu estou dando créditos ao autor: J. Mendes; 2º, o autor é meu pai; 3º, ele não é uma cópia esfarrapada, já que eu alterei algumas partes essenciais, e desconstrui o mesmo de soneto para um poema em estrutura de soneto(basta ver que as sílabas poéticas não estão plenamente organizadas).

Por que eu fiz isso, sendo que poderia postar um próprio? Bom… talvez seja uma homenagem ao meu pai(que é um exímio escritor); talvez porque eu sempre adorei esse poema e, definitivamente, não escrevo desse jeito nem querendo; ou talvez apenas porque ele se encaixa de um modo quase que perfeito em minha vida hoje, e queria que uma pessoa em específico visse essas letras…

Bom, agora elas já estão aqui…

“I will stay… I’ll stay…”


Ações

Informação

2 respostas

18 03 2011
Ly

lindo

I’ll be there

21 03 2011
José Mendes

Eu só me calo diante da homenagem. E já que ficou a deixa, afinal um poema foi desconstruído, creio que talvez o poema original pudesse ser deixado. É claro, com a honra e o privilégio de ser seu pai. E esse novo poema é brilhante. Só que o autor não sou eu, é você. Assuma, que o filho é seu. Risos.

PARA MORRER DE AMOR

Para morrer de amor será preciso
Doar-se além do véu da própria essência
E desdobrar-se acima da inclemência
Do coração que se cobriu de siso.

Para morrer de amor não basta o riso
Ou mesmo o pranto que anuncia a ausência;
Morrer de amor não vem de penitência
E nem da mágoa do peito indiviso.

Para morrer de amor tão fortemente
Um não querer-se torna-se premente
E bem assim alguém querer co’ardor.

Eu vejo então, numa aflição crescente,
Quão poucos há que, em meio a tanta gente,
Estejam prontos a morrer de amor…!

Beijão, filho! Eu te amo!

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