Eu venho dormindo tanto,
tanto que nem lembro mais.
Sigo sempre caminhando,
nesse sonho estranho e voraz.
Hoje nem me lembro mais,
quando que foi que dormi,
quando que foi que comi,
quando que foi que senti.
Sempre estou procurando,
por algo que não sei.
Não sei por que o espanto,
após o quadro que passei.
Hoje nem me lembro mais,
onde foi que eu olhei,
onde foi que eu pisei,
onde foi que eu me encantei.
Meu sonho acordado!
Por favor logo acorde desse pesadelo.
Volte pra o mesmo mundo onde vivo,
sem medo,
de chorar…
Só… revi um sonho.
Revivi um sonho, acordado,
correndo pelo corredor.
Fui, procurando o rosto,
buscando o gosto,
de tudo o que ja me deste flor.
Como. Um. Louco. Zelador,
limpando os restos do tufão,
eu, tento seguir indiferente,
a todos esses cortes profundos lá
no coração
Meu lindo sonho, acordado, lindo sonho meu
Por favor, acorde desse pesadelo…
Eu já estou cansado de viver nos sonhos,
predido nesse sonho meu só procurando o teu…
Meu lindo sonho! Acordado, lindo sonho meu
Volte logo para nossa casa, ah, meu lindo sonho.
Fuja rápido, amor, do mundo de Morpheus…
E quando tu acordares
Aqui, só esperando estarei
Estarei com você…
–
Eu sinto que esse poema possui um pouco do estilo antigo do Poéticas? É impressão? Não sei… pode ser apenas porque gostei do novo poema, ou porque me identifiquei com ele.
Os versos são cantados. A lá “D’me”, “Levo de São Luis”, “Cai” e tantos outros que fiz como músicas.
Definitivamente, é uma merda não saber escrever partituras também… ¬¬”