É verdade?
É verdade que não existe limite?
Talvez… eu não entendo
talvez…
Dizem que toda Dor pode ser anestesiada
Já pensei muito sobre isso
Encontrei lacunas semi cerradas
Caí no Abismo
Desci me arranhando pelas bordas
Não foi uma queda livre
Fiquei vivo, mas dói
Dói muito, talvez pelos membros dilacerados
As pequenas duras manhas brancas escapando das articulações
O rio vermelho escuro que vai da cabeça à clavícula
Nunca quis um remédio
Até porque, um machucado não é necessariamente uma enfermidade
Mas a Dor…
Quando soube da Anastesia os olhos brilharam
Porque, como posso esquecer com feridas dessa estirpe?
Não sei de mais nada
Quero muito menos saber
Dor? Talvez…
eu não entendo
Talvez você me entenda…
Não sei se sei
Não sei se quero
talvez…
- – -
Fazia tempo que não escrevia um meio poema meio crônica estilo semi pseudocodélico bizarro, mas acabou por ir… estranho? Talvez…
E, ao contrário, eu sim entendo bem… mas quando se escreve, é preciso saber que, palavras que são ditas por nós por determinados motivos, não necessariamente significam o mesmo para outros… Com versos estranhos como esses, eu apenas busco não deixar outros entenderem o que eu penso, mas ainda assim, mantendo viva a poesia para novos olhos…