Uma canção de Vento e Mar

4 11 2011

A areia se move com calma
Tão suave e perene como a vida.
O vento, tão forte que atrapalha
O deslizar da tinta como brisa

Hoje o dia foi tão solitário
Tão sem vida quanto uma mortalha.
E temendo as sombras eu saio
E procuro o luar dessa praia

Oh meu Amor
Que saudade tua saudade me faz
Oh meu Amor
Porque hoje já não se ama mais
Oh meu Amor
Minha vida, meu pranto
Meu inimigo, meu sorriso, minha trégua, meu canto
Por que não estais aqui?

Eu só vejo teu medo
Onde antes via riso
Eu só vejo anseios
Onde eu via sentido
Eu te vejo tão linda como em
Primeira Vez
Eu te vejo com vida mas agora
Também sinto Friez

Oh meu Amor
Para que tanto medo assim?
Oh meu Amor
Se eu te faço feliz
Oh meu Amor
Pra que debandar
Se do Raiar ao Dormir tudo o que penso é só te Amar…
Ser amado por Você…
Ser eternamente Feliz…

O som… do vento e do mar…
Me deram, esta inspiração
P’ra que sempre, ao ouvir o Vento e o Mar
Nun’tesqueça desta canção…
E do quanto eu já gostei de você…
Oh meu Amor.

K. Stênio
São Luís – MA, Av. Litorânea
19/02/2010 – 20h36min

– – –
Continue lendo »





Escuro

29 09 2011

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo

Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim

De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho

Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

– – –
Continue lendo »





Os mares de outrora

17 07 2011

Os mares de outrora estão chorando
Aqui, em frente aos meus olhos.

Eu vejo belas ondas caindo
Sua sinfonia me diz que vêm de longe
E que, de onde vem, já nada existe mais.

Essas ondas viajaram o mundo inteiro.
Só para me dar essa notícia.
Vieram de onde o Sol nasce, para contar da tristeza.

Os mares que estavam lá, outrora
Dizem que as pessoas de lá já não mais andam
Que os Reis de lá já não mais reinam
E que os pobres de lá já não mais vivem

Outrora, todo o esplendor vivia
E o Mar era adorado como Deus.
Hoje, deuses não mais existem para serem adorados
E o Mar virou somente água salgada.

Salgada como as lágrimas daqueles que ficaram do outro lado
E talvez como as minhas.

Estão sim, os mares de outrora chorando
E também eu
E também os mares de agora…

– – –
Continue lendo »





Nuances da Poética

23 06 2011

Eu sei muito bem que o mundo não é movido à poesia.
Entendo que nossos objetivos são muito mais práticos do que as nuances da poética.
Que a máquina do mundo se move por sentimentos como ganância, ódio, amor, solidão, carinho, polidez, preguiça.
Coisas a menos e coisas a mais.

Certas vezes parece que é uma imbecilidade confiar nas palavras.
Querer divulgar pensamentos que são seus.

O que se realmente divulga, e que realmente carrega os atos são atos.
O que é efetivamente feito que faz a diferença.

Mas, imagine um mundo sem poesia.

– – –
Continue lendo »





Dor?

1 06 2011

É verdade?
É verdade que não existe limite?
Talvez… eu não entendo
talvez…

Dizem que toda Dor pode ser anestesiada
Já pensei muito sobre isso
Encontrei lacunas semi cerradas
Caí no Abismo
Desci me arranhando pelas bordas
Não foi uma queda livre

Fiquei vivo, mas dói
Dói muito, talvez pelos membros dilacerados
As pequenas duras manhas brancas escapando das articulações
O rio vermelho escuro que vai da cabeça à clavícula

Nunca quis um remédio
Até porque, um machucado não é necessariamente uma enfermidade
Mas a Dor…
Quando soube da Anastesia os olhos brilharam
Porque, como posso esquecer com feridas dessa estirpe?

Não sei de mais nada
Quero muito menos saber

Dor? Talvez…
eu não entendo

Talvez você me entenda…
Não sei se sei
Não sei se quero
talvez…

– – –
Continue lendo »





Que seja.

4 05 2011

Que seja a noite o dia
Seja a vida ironia
Seja o desejo indesejado
Que seja o Monstro humanizado

Que seja a luz escuridão
Seja o amargo docê então
Seja o Universo desprovido de incerteza
Que seja a vida tal qual morte uma certeza

Que seja o riso apenas sonho
Seja o quadro ausênte de pintura
Seja o áudio apenas o silêncio
Que seja a gravidade sem a massa

Que seja
Que o futuro pensado seja nada
Que o presente pensado seja falta
Que seja apenas o que tiver que ser
Afinal, nada, ja voltou a ser

– – –
Continue lendo »





Muita coisa

2 05 2011

Os dias passaram
E muita coisa mudou

Mudou em parte eu
Mudou muito em parte tu

O brilho sumiu
O calor transferiu

Canções foram desfeitas
Poemas perderam significado

A noite já não é mais serena
E o amanhã não vem mais

Evaporaram-se as vozes
Sinfonias perderam as cordas

De sempre e tanto
Já não há mór encanto

Um pouco de saudade
E pensamento positivo

Talvez seja só isso
Talvez seja nem isso

Os dias passaram
E muita coisa ainda está para mudar.

– – –
Continue lendo »